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Il sogno della camera rossa
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Il sogno della camera rossa

35,00 €
Com IVA
Einaudi, 1958. 692 pp.
[livro como novo, caixa arquivadora com algum desgaste]
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O Sonho da Câmara Vermelha (红楼梦, Hónglóumèng), também conhecido como A História da Pedra, é um dos Quatro Grandes Romances Clássicos da literatura chinesa. Escrito em meados do século XVIII por Cao Xueqin durante a dinastia Qing, é uma obra monumental celebrada pelo seu realismo, profundidade psicológica e uma estrutura coral impressionante que conta com cerca de 450 personagens.
O romance mistura detalhes minuciosos do quotidiano com elementos filosóficos, esotéricos e espirituais ligados ao taoísmo e ao budismo. Na China, o texto é tão relevante que deu origem a um campo de estudos académicos específico chamado "Vermelhologia" (Redology).
A trama principal
A obra narra a ascensão e o inevitável declínio da família Jia, um poderoso clã aristocrático fortemente ligado à família imperial. A narrativa foca-se na mansão Rongguo e no deslumbrante "Jardim das Visões Esplêndidas", um microcosmo maioritariamente matriarcal onde se move um grande grupo de jovens mulheres, servas e nobres.
No centro da história está o triângulo amoroso e trágico entre três adolescentes:
  • Jia Baoyu: O jovem herdeiro rebelde e sensível da família, que nasceu com uma pedra de jade mágica na boca. Rejeita os deveres burocráticos confucianos para se dedicar à poesia e à companhia das suas primas.
  • Lin Daiyu: A prima preferida de Baoyu. É uma jovem frágil, melancólica, hipersensível e com um imenso talento poético, ligada a ele por um amor espiritual profundo.
  • Xue Baochai: Outra prima de Baoyu. Ao contrário de Daiyu, encarna o ideal da mulher confuciana perfeita: sensata, diplomática, pragmática e socialmente irrepreensível.
Temas-chave
  • Ilusão e realidade: O próprio título evoca a natureza efémera da vida terrena. As glórias, as riquezas e os amores humanos são vistos, na perspetiva budista e taoísta, como um sonho passageiro ou uma ilusão cósmica.
  • Declínio e expiação: A queda económica e política dos Jia reflete a real ruína da própria família do autor. Funciona como uma alegoria da decadência social e da fragilidade da fortuna humana.
  • Condição feminina: O romance descreve com profunda empatia as restrições, os sofrimentos e o destino trágico a que as mulheres estavam sujeitas na rígida sociedade patriarcal da China imperial.
Estrutura e publicação
O romance original de Cao Xueqin continha 80 capítulos, que inicialmente circularam como manuscritos anónimos. O autor faleceu antes de ver a obra completa impressa. Em 1791, os editores Gao E e Cheng Weiyuan publicaram a primeira versão impressa com 120 capítulos, acrescentando os últimos 40 para dar uma conclusão definitiva às complexas histórias das personagens.
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