"Pedra a Pedra" constitui uma viagem poética em que cada verso actua como um bloco de construção da identidade colectiva e histórica de um povo. Afastando-se de um lirismo puramente abstracto ou desligado da realidade,
José Manuel Mendes debruça-se sobre a vivência quotidiana do homem comum, reflectindo as suas dores anónimas, as suas lutas e a sua resiliência perante as contradições do tempo. [
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Como sublinhado no célebre prefácio de Fernando Luso Soares, a obra adopta uma perspectiva de realismo estético que recusa a ascese artística: em vez de se isolar do mundo, a poesia aqui compromete-se directamente com a tendência histórica e social da sua época. Através de uma linguagem dotada de enorme rigor formal e estético, o autor evoca o passado e projecta o porvir, transformando a "pedra" num símbolo de esforço contínuo, de dureza da realidade, mas também de fundação para um mundo progressivamente mais humanizado e livre.